a falência do relógio

Quando o tempo não anda a seu favor…

Esse texto foi feito após palestrar em 04/2006 para pouco mais de 200 estudantes, sobre um tema que muito me agrada “Visão Estratégica x Visão Míope”, pois, segundo Drucker, “talvez esta seja a mais importante causa do fracasso das empresas”.

Falávamos da extinção de diversos produtos; das enceradeiras para lustrar chão, das máquinas de escrever Remington e Olivetti, dos carburadores Weber, e do gigantesco filão de filmes para máquinas fotográficas que sem mais, desapareceu.

Mas, ao que me detive naquela época não foi quanto ao formato e sim quanto à velocidade. Naquele momento, presenciávamos a Varig agonizando em busca de uma solução que teimou em não vir.

Da liderança de mercado com uma invejável imagem de marca à bancarrota em apenas dois anos.

Muitos culpavam seu conselho administrativo embora este fosse apenas mais um efeito indesejável e não a causa raiz.

O formato do fracasso se repete, a Visão Estratégica está focada no benefício de um produto enquanto a Visão Míope foca o produto e/ou seus atributos. Como já dizia um velho mestre “Veja seu produto em seus quatro níveis – Mas nunca tire os olhos do Benefício Núcleo”.

Naquela época, a entrada da Gol Linhas Aéreas com foco neste Benefício (Transporte rápido) e baixo custo, deu à TAM a liderança de mercado e empurrou a Varig para o buraco.

Sem falar das vendas de passagens a R$ 50,00 pela concorrência, onde em minha opinião  tínhamos um caso clássico de Dumping e que passou batido por todo mundo.

O mais desesperador ainda, era a falência não anunciada; aquele momento em que a empresa não vê que seu negócio está acabando e, às vezes, em uma velocidade assustadora.

Recentemente pudemos ver a General Motors e mais uma infinidade de empresas repetindo a mesma receita.

Os sintomas são clássicos, no passado a empresa crescia, hoje tem dificuldades para atingir suas metas, acredita que seja uma condição de mercado global sem ver que mercados crescem enquanto o seu desaparece.

Como podemos vêr, quem não está atento e vigilante, acaba perdendo mercado e um dia, quando acorda, pode ser tarde demais.

Uma pesquisa realizada em 2006 nos Estados Unidos, concluíra que cerca de 62% dos jovens americanos nunca usaram e nem pretendiam usar um relógio de pulso, enquanto 86% dos americanos não pretendiam comprar um relógio nos próximos seis meses.

Também pude constatar junto aos jovens, a quem proferi a palestra, que para boa parte desta nova geração o relógio de pulso além de desnecessário e incomodo, chegava a ser até meio brega; relógios como Tag e Rolex, sinônimos de status, podem se tornar peças de museu. Muitos nem mesmo sabem por que usam relógios no braço esquerdo, devemos isso a Santos Dumont que ao inventar tal peça, ou seja, ao adaptar o antigo relógio de bolso para o pulso, passou a usá-lo no braço esquerdo para poder lhe dar corda com a mão direita.

Já faz muito tempo que não damos corda em relógios e eles ainda estão no mesmo lugar de antigamente.

Finalmente pude concluir em 04/2006 que: ou os relógios de pulso passariam a incorporar os celulares e outras funções ou, eu seria obrigado a abandonar tal peça antes que essa moçada pra quem dou aulas comece a me achar um cara meio estranho.

Passados quase 5 anos, faço a seguinte observação: pergunte a um garoto de 20 anos se ele prefere comprar um Rolex ou um iPhone?!

Neste último sábado estive no centro de SP e Sta. Efigênia, aproveitei para observar se ainda vendiam Rolex falsificado, não achei nenhum, mas em compensação encontrei um montão de Iphone ChingLing a R$ 300,00

Prof. Cesar Pallares – Especialista em marketing estratégico e comportamento

Toda mídia é boa, basta saber usar.

Sinos e flâmulas foram as primeiras mídias de massa utilizadas pelo homem. Nas cruzadas, as flâmulas orientavam o avanço dos soldados, enquanto os sinos denunciavam invasões ou faziam convocações.

Ainda hoje utilizamos flâmulas, bandeiras e sinos, como meio de comunicação; mudamos a finalidade, mas não a mídia.

Na outra ponta, temos o crescente mundo das mídias digitais, que se fossem uma religião, certamente teriam o Google como seu Deus.

Longe de qualquer fanatismo, costumo dizer que “A comunicação é assim, não tem limites, não tem fronteiras”, defendo a integração das mídias por que sei que todas são muito boas, desde que cumpram seus objetivos.

É dessa forma que essa semana pude ver com a maior naturalidade, ninguém menos que o Google veicular um VT de 60” no intervalo do Super Bowl.

A comunicação é assim, não tem limites, não tem fronteiras

07/02/2010 1 comentário

O que há algumas décadas parecia utopia, presente apenas em filmes de ficção, com a globalização dos mercados e a massificação das tecnologias, é hoje uma realidade que transforma o cotidiano dos consumidores.

É partindo dessa nova realidade que a comunicação deve trabalhar a sua Marca, sem fronteiras ou limites, não importando quais as ferramentas, quais os públicos.

O ato de comunicar deve ser capaz de criar um vinculo entre a Marca e seu público seja por meio das mídias de massa: TV, rádio, jornais e revistas; ou por meio de mídias interativas como blogs, redes sociais, ou celulares, unindo comunicação off-line e on-line e seus diversos públicos, em uma mesma plataforma.

Não ter fronteiras é a capacidade de relacionar públicos interno, intermediários e consumidores. Não ter limites é a capacidade de realizar tudo isso sem limitar as ferramentas, procurando o melhor resultado com o menor custo.

Com as novas tecnologias, tudo é possível; um jingle ou um VT pode ser veiculado em um celular, em um táxi, no ônibus ou em um elevador. A realidade pode ser aumentada,  colocada em um celular, colocada no seu bolso.

Não devemos desprezar o que já fazíamos, até porque faz parte da comunicação sem limites, como um anúncio para TV ou revista, campanhas de incentivo à venda, merchandising no PDV ou no próprio produto, mas podemos integrar tudo isso a outros formatos como a elaboração de conteúdos para um blog ou site, um programa de treinamento, um programa de TV na TV, no trem, no celular ou no seu netbook, ou quem sabe, uma nova forma de vender ou de servir, qualquer coisa que aumente a capacidade de relacionamento entre a Marca e seus diversos públicos.

Não ter limites para criar, faz parte da comunicação, e deveria estar presente no DNA de qualquer agência de propaganda.

Criar campanhas criativas ou inusitadas com poder de impactar os públicos necessários.

Criar soluções integradas que trazem amplitude as campanhas com resultados maximizados.

Criar ferramentas de comunicação inteligentes, que aliam tecnologia, estratégia e criatividade.

Criar conceitos que são estratégicos e se tornam duradouros.

Não ter fronteiras para planejar. Indispensável na obtenção dos resultados e que deveria estar implícito em qualquer campanha, ou em uma simples ação.

Fazer planejamento estratégico e trabalhar com planejamento criativo.

Fazer tudo isso com metodologia e ferramental específico. Planejamento que busque compreender a essência dos públicos, seus hábitos e atitudes, identificando uma matriz básica de comportamento e o seu relacionamento com o produto ou serviço.

Planejar é ter uma visão ampla do negócio que possibilite propor soluções para possíveis problemas partindo de um diagnóstico preciso, ou como bem disse Albert Einstein. “O difícil não é achar a solução, o difícil é armar o problema”.

Entender que o bom planejamento é aquele que supera todas as expectativas, indo além do desejado, a arte estratégica de obter resultados duradouros, ou seja, em seu mais amplo significado: “Estratégia, a arte de continuar atirando muito tempo depois que a munição acabou” (anônimo).

Sem limites ou fronteiras.

Cesar Pallares

Quem é você neste mundo? Espectador?

Estão abertas as inscrições para o Ações Inovadoras em Comunicação Digital, na ESPM, sob a coordenação do Gil Giardelli. Muitas pessoas me pedem indicações de cursos e muitas vezes me esquivo, pois tenho visto muita coisa que não recomendo. Esse curso é diferente de tudo, garanto, se você não fez, não pode perder. Pra quem quer ficar em dia com a revolução digital que estamos vivendo, o curso é no início de março e as inscrições se esgotam rapidinho. Abs a todos.

Experience WorldWide Telescope

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Immerse yourself in a seamless beautiful environment.

Um presente da tecnologia para todos nós. acesse os links aqui.

Dia do Publicitário 01.02.2010

01.02.2010até na data, a criatividade é privilegiada no dia do publicitário

Então, vou deixar aqui 3 filmes que gosto muito, só pra não esquecer a essência da publicidade.

DIGUITAR. O futuro do rock & roll.

DIGUITAR, o futuro do rock & roll.

A História da Coca-Cola em vídeo

A HISTÓRIA DA COCA-COLA
Este vídeo foi produzido na Rússia, para introduzir a Coca-Cola naquele mercado. Mais tarde, foi traduzido para o Inglês e usado como uma introdução ao mundo da Coca-Cola, em Atlanta.

Sou fã desses ovos

Cool – Fotografia Holandesa

Neste site você pode encontrar rapidamente as informações básicas sobre quase todos os
fotógrafos holandeses que importam de 1839 pra cá.

Por de Deus, tenham um blog!, disse o papa Bento 16 aos padres católicos neste sábado.

Por Philip Pullella VATICANO (Reuters) – Por de Deus, tenham um blog!, disse o papa Bento 16 aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação. veja a matéria.

Que tal observar essa orientação dada pela empresa mais globalizada e bem organizada do planeta, lembre que o termo propaganda origina da Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação da Fé (sacra congregatio christiano nomini propaganda ou, simplificando, propaganda fide), o departamento da administração pontifícia encarregado da expansão do Catolicismo e da direção dos negócios eclesiásticos em países não-católicos (territórios missionários). A raiz latina propagand_ remete ao sentido de “aquilo que precisa ser espalhado”.